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São Paulo,24/02/2026

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Segurança de Grandes Eventos Entra em Foco com Novas Diretrizes para Proteção de Multidões

Com agenda internacional aquecida, especialistas alertam para falhas recorrentes na segurança de arenas e deslocamento de autoridades

Agência News
Segurança de Grandes Eventos Entra em Foco com Novas Diretrizes para Proteção de Multidões Reprodução

Com a retomada de eventos internacionais de grande porte no calendário de 2025, cresce a preocupação de autoridades e organizadores com os protocolos de segurança em arenas esportivas e shows. O aumento da circulação de torcedores e turistas, somado ao contexto de polarização política e ameaças virtuais, tem levantado alertas sobre a necessidade de aprimoramento das estratégias de proteção de multidões.

No Brasil, episódios recentes envolvendo falhas em acessos a estádios e tumultos em deslocamentos de delegações esportivas reacenderam o debate. O Ministério da Justiça e Segurança Pública anunciou, no início do mês, a criação de novas diretrizes nacionais para gestão de risco em eventos de massa, prevendo integração entre polícias, defesa civil e órgãos privados de segurança.

Consultado pela reportagem, Luciano de Lima Fagundes Pinheiro, inspetor de Polícia Penal do Estado do Rio de Janeiro, destacou que a experiência brasileira em grandes operações pode servir como referência. Luciano participou da coordenação da segurança em eventos como os Jogos Pan-Americanos de 2007, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, todos no Rio de Janeiro. 

Em entrevista, Luciano ressaltou que as principais vulnerabilidades de eventos de massa ainda estão ligadas à logística de deslocamentos. “Os maiores riscos não estão apenas dentro das arenas, mas nos trajetos de chegada e saída. O controle de rotas, a antecipação de bloqueios e a análise de inteligência são fatores determinantes para evitar crises”, explicou.

Segundo ele, as novas diretrizes podem avançar no ponto crítico da integração entre forças públicas e privadas. “É preciso que haja comunicação permanente entre organizadores, órgãos de segurança e equipes de inteligência. Só assim conseguimos reduzir a margem de falhas e assegurar a proteção não apenas de autoridades, mas também de milhares de cidadãos que participam desses eventos”, concluiu.





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