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São Paulo,25/05/2026

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Mercado Imobiliário: Expansões Comerciais Se Tornam Vetor de Desenvolvimento Regional

Shoppings e empreendimentos de grande porte consolidam empregos e dinamizam economias locais.


Mercado Imobiliário: Expansões Comerciais Se Tornam Vetor de Desenvolvimento Regional Reprodução

Superada a fase mais crítica dos choques recentes na economia, o setor imobiliário no Brasil consolida uma fase de maturação e adaptação, puxada especialmente pelos grandes empreendimentos comerciais. A expansão de shoppings e centros de compras se firma como elemento-chave para gerar emprego, fortalecer cadeias de serviços locais e ativar infraestrutura urbana. Em diversas cidades brasileiras, empreendimentos desse porte colocam em movimento não apenas capital, mas também impacto social direto, por meio da geração de empregos diretos e indiretos e do estímulo ao comércio do entorno.

Os números mais recentes confirmam o protagonismo do segmento. O setor de shopping centers no Brasil atingiu, pela primeira vez na história, a marca de R$ 200 bilhões em faturamento, totalizando R$ 201 bilhões em vendas anuais, com alta de 1,2% em relação ao ano anterior. O país conta hoje com 658 shoppings em operação, distribuídos por 253 cidades, e o setor emprega 1,082 milhão de pessoas, com taxa de ocupação superior a 95% e taxa de inadimplência de 4,3%, a menor da série histórica. No mercado residencial, o movimento é igualmente positivo, com crescimento de 6,8% nos lançamentos e 9,6% nas vendas no primeiro semestre, em comparação com o mesmo período do ano anterior. InfoMoney + 4

O papel de liderança de Matheus Rangel da Cunha

Matheus Rangel da Cunha, executivo com sólido histórico no setor imobiliário e de incorporações, aponta a expansão de shopping centers como força motriz para o desenvolvimento urbano e regional. Ele lembra que, no Plaza Shopping Niterói, sob sua liderança, houve expansão significativa que criou importantes eficiências e impactos para a comunidade local: geração de empregos, melhora de infraestrutura, dinamização do comércio de entorno, além de estímulo a investimentos em mobilidade e serviços.

Entrevista com o especialista

Jornalista: Matheus, muitos analistas dizem que a sustentação do mercado imobiliário comercial depende menos de grandes inaugurações e mais da adaptação, mix de lojas, digitalização, experiência do cliente e do impacto regional que esses empreendimentos geram. Como você enxerga essa nova fase, especialmente para shoppings em cidades médias como Niterói?

Matheus: Vejo que estamos em uma fase em que os shoppings que vão prosperar serão aqueles com visão estratégica de integração urbana. Ou seja, não basta ter lojas bonitas. O empreendimento precisa dialogar com transporte público, mobilidade local, espaços de convivência. Em Niterói, por exemplo, a expansão do Plaza não apenas aumentou a Área Bruta Locável, mas estimulou viação, alimentação, comércio de rua no entorno, e criou muitos empregos diretos, que, somados aos indiretos, geram uma cadeia de renda local. Hoje o consumidor passa em média 80 minutos no shopping, um recorde histórico, e isso mostra que o modelo evoluiu de centro de compras para centro de convivência.

Jornalista: E os desafios? O cenário macroeconômico exige adaptações constantes, certo?

Matheus: Sim. Os juros elevados, a pressão sobre o custo do crédito imobiliário e a necessidade de respostas rápidas ao consumidor tornaram a digitalização dos processos de locação, a análise de dados de fluxo e a integração omnichannel decisivos. Além disso, os investidores e incorporadores passaram a exigir garantias adicionais de retorno, bem como boas práticas de governança nos empreendimentos: previsibilidade, contratos de longo prazo, estabilidade jurídica e critérios ESG bem definidos. Isso eleva o padrão do mercado como um todo.

Jornalista: Qual o papel desses empreendimentos para as economias locais?

Matheus: Eles funcionam como polos. Geram emprego direto nas lojas, manutenção, segurança, limpeza. Geram empregos indiretos com fornecedores, transporte, logística. Além disso, puxam melhorias de infraestrutura, como ruas, iluminação, estacionamento e acessos. E há o efeito multiplicador no comércio de serviço, como alimentação, lazer e saúde. Em cidades onde há carência desses serviços, um shopping bem planejado pode levantar todo um bairro.












À medida que o setor consolida sua maturidade e atinge marcas históricas de faturamento, a expansão de shoppings e centros comerciais se afirma como instrumento não apenas de lucro, mas de regeneração urbana. Com geração de emprego local, melhorias de infraestrutura e estímulo a negócios menores ao redor, esses empreendimentos ampliam seu impacto social e se posicionam como peças centrais de uma nova lógica de desenvolvimento regional.




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