Seja bem-vindo
São Paulo,02/03/2026

  • A +
  • A -
Publicidade

Polícia fará reconstituição da morte de PM encontrada morta em SP

cnnbrasil.com.br
Polícia fará reconstituição da morte de PM encontrada morta em SP

A Polícia Civil de São Paulo realiza, nesta segunda-feira (2), a reconstituição da morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 29 anos, encontrada morta em seu apartamento no Brás, região central de São Paulo.


O caso inicialmente foi tratado como suicídio — ela foi encontrada, no último dia 18, com um ferimento causado por arma de fogo na região da cabeça. No entanto, após diligências realizadas e suspeitas de que ela e seu marido, Geraldo Leite Rosa Neto, tenente-coronel da PM, mantinham um relacionamento abusivo, o caso começou a ser tratado como “morte suspeita”.


A mãe da vítima afirmou à polícia que o oficial colocava restrições à filha, proibindo o uso de batom, salto alto e perfume, além de exigir que ela cumprisse regularmente diversas tarefas domésticas.




Ainda segundo o depoimento, Gisele teria manifestado à mãe o desejo de se separar. No entanto, o tenente-coronel teria enviado à policial uma foto em que aparecia com uma arma apontada para a própria cabeça e isso a fez desistir do término.


Em nota, a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública) afirmou que a reconstituição faz parte “do trabalho investigativo que atua para esclarecer todas as circunstâncias do ocorrido”. O órgão disse ainda que ainda aguarda a resolução dos laudos periciais relacionados ao caso.


Morte da PM: relembre


Na manhã do dia seguinte (18), o tenente-coronel disse ter decidido se separar. Por volta das 7h, afirmou ter comunicado a decisão à esposa, que reagiu de forma exaltada e o mandou sair do quarto.


Segundo o depoimento, ele foi tomar banho e, cerca de um minuto depois, ouviu um disparo. Ao sair do banheiro, afirmou ter encontrado Gisele caída no chão, com sangramento na cabeça e segurando a arma.


Ele relatou que abriu a porta do apartamento, acionou o resgate e a Polícia Militar, além de telefonar para um amigo.


De acordo com o boletim de ocorrência, os policiais foram acionados com a informação de que a mulher havia efetuado um disparo contra a própria cabeça.


A vítima foi socorrida por uma equipe da Unidade de Suporte Avançado (USA) e encaminhada pelo helicóptero Águia ao Hospital das Clínicas, onde o óbito foi constatado.


Pedido para entrar novamente no apartamento


O tenente-coronel foi levado ao mesmo hospital, onde recebeu atendimento psicológico.


Após o ocorrido, com a vítima já sendo socorrida, o oficial solicitou autorização para entrar no apartamento, em que a PM havia levado o tiro, e tomar banho. O pedido foi inicialmente negado, mas posteriormente autorizado.


Questionado, ele afirmou que acreditava que ficaria um longo período fora de casa e precisaria se deslocar para outros locais, motivo pelo qual decidiu tomar banho e trocar de roupa.


Dias que antecederam a morte


O oficial afirmou que, na sexta-feira (13), encontrou Gisele trancada no quarto com a filha. Segundo ele, a policial retirou suas roupas do guarda-roupa e disse que iria embora e queria o divórcio.


No sábado (14), Gisele saiu com a filha pela manhã. Ele disse que foi até São José dos Campos, onde possui residência, retornando à capital no mesmo dia. Na volta, as discussões teriam continuado.


Na segunda-feira (16), ele trabalhou nas operações de Carnaval da PM, enquanto Gisele levou a filha ao Parque da Mônica. À noite, houve nova discussão motivada por ciúmes.


Já na terça-feira (17), o oficial afirmou que foi à academia do prédio e que o pai da criança compareceu para buscá-la. Segundo ele, Gisele o confrontou no local, o que gerou mais um desentendimento. No período da tarde, conversaram por cerca de duas horas sobre o relacionamento e, em seguida, foram dormir.


Relacionamento conturbado


Em depoimento, o tenente-coronel afirmou que conheceu Gisele em 2021 e que o relacionamento teve início em 2023. O casamento foi oficializado em 2024. Ele relatou que a policial já tinha uma filha, atualmente com 7 anos, de um relacionamento anterior.


Segundo o oficial, ele assumia as despesas da casa e arcava com custos como a escola da criança. Ainda conforme o depoimento, o relacionamento passou a apresentar conflitos após sua transferência para o 49º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano.


O tenente-coronel alegou que passou a ser alvo de mentiras internas, com denúncias anônimas à Corregedoria da PM sobre um suposto relacionamento extraconjugal. Ele também afirmou que imagens teriam sido adulteradas, possivelmente com uso de inteligência artificial, e que sua esposa passou a receber mensagens de perfis falsos indicando que ele teria amantes.


De acordo com o relato, esses episódios intensificaram as discussões, e o casal passou a dormir em quartos separados a partir de agosto.


*Sob supervisão de Carolina Figueiredo




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.