Investimento em imóveis próprios torna-se alternativa estratégica para profissionais autônomos
Construção e locação de propriedades geram renda passiva e estabilidade financeira em um mercado volátil.
Reprodução Segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV) e da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o número de profissionais autônomos que passaram a investir em imóveis aumentou 28% nos últimos dois anos, impulsionado pelo crédito mais acessível e pelo crescimento dos modelos de locação inteligente. A possibilidade de utilizar o próprio know-how técnico na construção, manutenção e administração de imóveis tornou o setor especialmente atraente para empreendedores que buscam renda passiva e independência financeira.
O movimento reflete uma mudança de mentalidade: profissionais que antes concentravam seus esforços em prestar serviços passaram a buscar formas de transformar o trabalho em ativo. A construção de imóveis próprios, seja para locação comercial ou residencial, tornou-se um desdobramento natural para quem domina técnicas de gestão, obras e manutenção, especialmente em segmentos como vidraçaria, marcenaria, elétrica e construção civil.
Entre os exemplos dessa transição está o de Petterson Maciel Soares, empresário e depois de consolidar sua trajetória à frente da Vidrofort, empresa referência em fachadas e obras de alto padrão, Petterson ampliou sua atuação para o mercado imobiliário, construindo e administrando propriedades voltadas à locação.
“O conhecimento técnico é um ativo poderoso quando aplicado com estratégia”, afirma Petterson. “Quem domina as etapas de uma obra tem vantagem ao construir imóveis próprios. É possível reduzir custos, otimizar materiais e garantir um padrão de qualidade que aumenta o valor do imóvel e atrai locatários de longo prazo. O segredo é tratar a construção como um negócio e não apenas como uma aplicação financeira.”
Segundo o especialista, a rentabilidade nesse modelo está diretamente ligada à eficiência construtiva e à visão de longo prazo. “Investir em imóveis exige paciência e planejamento. Não é uma fórmula rápida de enriquecimento, mas um caminho sólido de liberdade financeira. Quando o imóvel é bem projetado e administrado, ele gera renda constante e previsível — algo raro no cenário econômico atual.”
Petterson também destaca o valor da autossuficiência técnica nesse tipo de empreendimento. “Profissionais autônomos conhecem o custo real de cada etapa de uma obra. Eles sabem negociar, escolher bons materiais e acompanhar o trabalho com olhar crítico. Isso reduz desperdícios e aumenta a margem de lucro. É o diferencial de quem está dentro do setor e entende o que está fazendo.”
De acordo com o relatório FGV Investimentos 2025, o mercado de locação residencial registrou aumento de 21% na demanda nos primeiros nove meses do ano, impulsionado pelo crescimento das plataformas digitais de aluguel e pela preferência dos consumidores por imóveis novos e bem planejados. Essa conjuntura torna o investimento em propriedades próprias uma estratégia especialmente vantajosa para quem possui conhecimento técnico e visão empreendedora.
“O profissional que aprende a multiplicar sua renda através de ativos físicos está construindo liberdade, não apenas patrimônio”, reforça Petterson. “A construção civil sempre foi uma área de oportunidades, mas agora o foco está em saber aplicar a experiência de forma inteligente. O futuro pertence a quem transforma habilidade em independência.”
A expansão desse modelo de investimento aponta para um novo perfil de empreendedor brasileiro, mais estratégico, técnico e consciente. Enquanto o mercado oscila, os profissionais que entendem de construção e aplicam esse conhecimento em imóveis próprios estão pavimentando um caminho de estabilidade, geração de renda e legado familiar.






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